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Mostrando postagens de 2019

Querido rodinho

O ser humano é capaz de encantar-se pelas mais diversas coisas. Copérnico, por volta do século 16, percebeu a beleza galáctica do sistema solar e desenvolveu a ideia conhecida atualmente como heliocentrismo. Machado de Assis, uns três séculos após o vislumbre de Copérnico, viu na relação humana — em especial no caráter dúbio do homo sapiens — o produto essencial para seus maravilhosos romances. E, mais recentemente, com um arcabouço de conhecimento coletivo bem mais sólido e boa noção da capacidade tecnológica, empreendedores do Vale do Silício transformam o encantamento que têm pelos bits em plataformas multimídia bilionárias. Eu, particularmente, também cultivo admirações distintas, das mais variadas áreas do conhecimento. Encontro na vastidão das estrelas um bom motivo para ficar olhando para o céu por alguns minutos, como um “tonto” — adjetivo utilizado por quem me advertiu. Acho beleza na voz de Johnny Cash, me delicio em meio às crônicas de Antonio Prata, encontro perspicá...

Liberdade

Pensei que liberdade fosse algo eterno O respiro durante uma caminhada Um aval para a expressão Ou até mesmo um abraço fraterno Sobre liberdade, tentaram refletir Platão disse que está aliada à moral Maquiavel que se associa à República Dicionários enxergam independência Eu nem sei se é algo que dê pra definir Sem escolher, a flor que nasceu, abriu O pássaro, sem caminho, começou voar O peixe, em águas profundas, a nadar Perante a tudo isso, liberdade Por que eu escolheria te encontrar?

Anônimos: As pazes com a música

" Quando eu tinha mais ou menos sete anos, meu pai comprou um teclado e pagava um professor particular para me dar aula. Só que esse professor trabalhava em outro emprego também, então ele só podia me dar aula de teclado por volta de 18h30. Só que seis e meia da tarde era justamente o horário que estava passando um desenho da época, e o professor chegava bem na hora desse programa. Aí eu ficava meio que torcendo para ele não ir. Eu acho que peguei uma associação negativa com o aprendizado da música por isso. Quando eu estava desenhando, por exemplo, eu achava divertido; mas a música, não. Parece que o professor chegava e cortava minha diversão. Fiquei afastado do treinamento da música muito tempo, acreditando que eu não tinha o dom para aquilo. Hoje resolvi me desafiar e neste segundo semestre estou tocando bastante; percebi que vai muito da dedicação da pessoa. Acredito que se o pessoal descobrisse que é mais dedicação do que dom, mais pessoas produziriam música. Hoje não ...