“O
ano de 2016 foi um período complicado pra mim, foi quando eu fiz cursinho. Não
me arrependo, acredito que foi um período no qual amadureci muito, mas foi
difícil.
Quando
eu estava prestando vestibular, estava em dúvida entre Relações Internacionais
na USP e Economia na Unicamp. Tinha estudado muito para a primeira fase da
Unicamp, acredito que passaria. Mas meu pai esqueceu de pagar a inscrição.
Fiquei muito mal, eu queria muito aquilo.
No
fim, acabou sendo bom, porque se ele tivesse pagado, e eu passasse, teria ido
para lá e não teria conhecido as pessoas que conheci um tempo depois.
Estou
encarando as coisas como um momento de aceitação. De me aceitar como eu sou, de
entender como as outras pessoas são, de saber que não tem como eu controlar
tudo e o tempo todo. Preciso aceitar que as coisas vão dar errado.”
São
Paulo, 15 de janeiro de 2018
* O projeto "Anônimos" tem como função dar voz àqueles que normalmente não seriam ouvidos justamente por serem anônimos. Quando se oculta o rosto, perde-se um pouco da pessoalidade e a mensagem se torna mais universal.
Todo mundo tem um anônimo dentro de si, às vezes o que falta é a oportunidade para as aspas serem abertas.

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