Todas as manhãs é ele que me acorda. Me chacoalha e diz que está na hora de levantar e ir cumprir as metas do dia. Quando viro e quero voltar a dormir nas manhãs frias, uma força surge nas minhas pernas e levanto. Esfrego o rosto e sinto uma energia. Ele me olha e acena positivamente. É uma criança baixinha, branca, do cabelo castanho claro e olhos escuros. Um olhar penetrante, sonhador, e muito confiante. Às vezes quando estou voltando para casa depois de um dia cansativo, ele me abre os olhos e fala em meu ouvido que posso conseguir mais, que posso continuar lutando. Concordo, mesmo que muitas vezes seja para agradá-lo. Me sinto intimidado quando a pequena figura me encara quando estou frente a situações embaraçosas e prestes a más ações. Ele me cobra a coisa certa e me abraça quando a faço. Sinto feliz em dar orgulho para aquele pequeno tão inocente. Penso em muitas madrugadas se estou fazendo a coisa certa e se essa criança está feliz. No que posso fazer para melhorar, para ...
"Tentativas de traduzir os mais intensos devaneios"