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Mostrando postagens de novembro, 2017

Cadê a criatividade?

Dentro das cavernas o homem primitivo usava fragmentos de óxido de ferro e sangue para marcar nas paredes das grutas os perigos que teria de enfrentar. Sem saber que milhares de anos depois suas marcações teriam valor histórico e ganhariam uma nomenclatura científica, ia adicionando silhuetas de bois, lanças, pessoas, e quando lhe faltava recurso motor ou criativo para desenhar algo, riscava símbolos que até hoje são incompreensíveis para os estudiosos da arte rupestre. No Rio de Janeiro e já no Século 19, Machado de Assis não precisou riscar as paredes de sua casa (até onde se sabe) para criar Cotrim, Brás Cubas, Capitu ou até mesmo Rubião. Não há evidências concretas de seu processo criativo ou até mesmo dos embargos mentais que sofria ao escrever suas obras. Talvez tomasse um café, desse uma ajeitada no pince-nez e nada mais. A criatividade, definida como inventividade, capacidade de inovar, só decide tomar conta dos neurônios como e quando lhe dá na telha. É sedutora quando ...